4 de janeiro de 2015

O anacronismo masculino e a mulher que o homem não esperava

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Elas agora ocupam os lugares que antes não ocupavam, tomaram um posto que é delas. Lutaram, reivindicaram e, agora estão ainda mais perto da tão desejada (e merecida) igualdade. Por mais que muitos não aceitem, nem tratem como.

Mas se elas já eram fantásticas antes, essa nova geração deixa os marmanjos de cabelo em pé.

É preciso se adaptar, senão ficam pro titio.

Até a indústria pornô já está se adaptando as mudanças. O pornô não é mais o mete mete. Não é mais visual, não é mais só para os homens. O pornô evoluiu, ativou mais sentidos. Elas viraram protagonistas e as fãs mais fieis.

Os homens que se cuidem, elas chegaram para ficar. E chegaram exigentes!

Elas abrem suas bocas, dizem o que pensam, o que querem, como querem, quando querem. Têm mãos, pernas, olhos, cabelo, quadril, peito, bunda. Usam como, quando e onde.

Elas são escritoras, criam seus Lobos, pois estão cansadas dos gatinhos. Criam Christian Grey, Alexandre Ferraz, Andrew Parrish, Gideon Cross etc. Precisam criar, pois, faltam homens que percebam que elas querem e merecem mais, falta um de verdade para arrancar seus suspiros. E não escrevem somente para as mulheres, se engana o homem que acha que literatura erótica é somente para elas. Na literatura erótica elas mostram uma (escritora) a outra (leitora) o que esperam de um cara, como num bate-papo de amigas com várias identificações uma com as outras, e com os homens é assim: elas os pegam pela mão para mostrar como é que querem, como deve ser.

Escrevem para mulheres que querem mais e para homens que precisam ser mais!

Elas estão por cima!

E os homens... ficando para trás, pro titio, comendo frango e batata doce.


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