19 de setembro de 2015

Relações Funcionais

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Gosto de corujas, mas só lembro de ter visto uma coruja de verdade, pessoalmente, uma vez. Era noite, estava na praia da Boca do Rio em Salvador. 

Lembro de estar distraído quando ela apareceu, era bem pequena e muito linda. Chegou de repente, ficou a uns 20 metros de distância. Tentei me aproximar, mas ela se distanciava mais 20 metros, teve uma hora que cheguei bem perto, ela então, se distanciou mais ainda. 

Durante toda a minha vida me esbarrei com outras corujas antes de conhecer essa que me ensinou tudo sobre as outras corujas. Existem pessoas - essas que chegam de repente e vão de repente -, que não ficam. Chegam e vão. Mas não vão sem levar ou deixar alguma coisa. 

Essas pessoas nos ensinam, alegram, inovam e fazem com que acreditemos  até em coisas que já havíamos desacreditado. Elas cumprem uma função em nossa vida e cabe a nós entendermos isso. 

São corujinhas, chegam sem avisar, vão sem avisar e, quando procuramos, vamos atrás, ela se distancia da gente, porque o tempo dela conosco acabou.

Tenho encontrado e aproveitado muitas corujas, de todas as espécies e de todos os hábitos. Não havia entendido a função das outras até conhecer essa, que me ensinou que tem gente que chega e vai, mas que fica para sempre em nossas memórias.

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