20 de dezembro de 2016

"Precisamos falar sobre..."

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Gregório Duvivier publicou essa segunda (12/09/2016) na Folha de São Paulo uma crônica em que relatou como foi sua relação com sua ex, Clarice Falcão, e isso causou um rebuliço na internet.

Para mim, foi "ok". Até porque, quem sou eu para falar de expor relações, uma vez que, quem me conhece e lê o que escrevo vai perceber que tem alguma ou algumas pessoas nas linhas e entrelinhas.

Mas pessoas consideradas famosas correm um risco maior no que se refere à repercussão de seus atos, de fato. Ainda mais na (pós?)modernidade, onde cada um que dispõe de uma rede social torna-se crítico em tudo, um intelectual de Wikipédia (é foda!).

Mas em verdade, não valorando intenção alguma por parte de quem escreveu, precisamos falar sobre o passado. E presente.

Séries juntos, viagens, apelidos, linguagem própria e comunicação com o olhar são coisas que um casal, quando tem uma relação duradoura pode vir a ter. É uma dádiva, inclusive. E geralmente, quando o amor e a relação acabam, algumas coisas se perdem - o que é normal, mas muito se ganha, em contrapartida.

Perde-se a possibilidade de viver mais momentos, perde-se a vontade de conviver, perdem-se os hábitos e alguns objetos que ficavam pelo quarto, pela casa.

Mas não dá para perder tudo. Existem coisas que não dá para a gente se livrar e nem devemos. São parte da nossa história. Precisamos entender isso e quem está conosco, se aguentar, também.

Não seríamos como somos se não fossem as pessoas com quem nos esbarramos, o bom e o ruim que vivemos (que tem uma função em nossa vida). Tem até uma música (Monalisa) que o Jorge Vercillo canta que diz, bem melhor que eu: "Não se prenda/ aos meus amores de antes/ todos tornaram-se pontes pra que eu chegasse a você". Separando bem passado e presente, fica tudo certo.

Lembra do Caio Fernando Abreu quando era a tendência do Facebook, que dizia que "a vida segue, mas o que foi bonito fica"?. Então, deixe seguir a vida e deixe que fique o bom.

E no mais, você não tem de perdoar ou não o Gregório. Assim como ele ou eu não tem de perdoar quem tantas vezes expôs seu recalque pelo ex com indiretas ou então a fossa pós término com músicas tristes. Seguremos a onda aí, ele pelo menos demonstrou algo bom por ela. Tem meu respeito.

"Ah, mas hoje ela tem um namorado e o pessoal fica comentando na foto dela com ele pedindo para que ela volte com o Gregório". Tá, mas ao que parece, ela escolheu "How To Get Away With Murder". E no final, "How I Met Your Mother", como dizia o Ted... "é história!". Virou história. Ficou na história.
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