25 de dezembro de 2014

Não espere pelo epitáfio!

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Existe uma música do Titãs muito boa, chamada "epitáfio", a letra não é nada mais do que arrependimento. Alguém que se arrependeu de não ter amado tanto, chorado, errado, arriscado, alguém que se privou de fazer o que queria.

Com isso fiquei a pensar nas diversas coisas que às vezes abrimos mão por um simples medo do depois, um medo de dar errado, medo do futuro (mas que futuro?). 

São coisas que abrimos mão por medo de achar que vai dar errado e coisa que abrimos mão porque uma do mesmo tipo deu errado.

Sem perceber, acabaremos perambulando pelo mundo regidos por ideias que nunca nos levarão além da existência. Impondo limites que nos impedirão de viver. 

Por medo de dar errado, acabamos racionalizando demais o que em sua essência é feito de emoção, complicando o simples e com isso nos privamos de viver coisas maravilhosas. 

Se o que nos diferencia é a capacidade de sentir e poder expressar o que sentimos, por que nos privarmos logo disso? 

É fato que todos temos calos, mas o problema é achar que cada oportunidade é um aperto, quando muitas vezes é conforto. 

Tudo o que se constrói num determinado tempo vale a pena, toda uma história não deixa de valer a pena quando nela é colocado um ponto final, ela fez bem e valeu a pena durante todo aquele tempo. É preciso perder o medo e arriscar novamente.

Alguns finais são tristes, machucam e fazem mal, mas o que foi vivido é o que fica. Depois de um dia, vem o outro, e a vida dá sempre mais uma chance de ver o sol nascer, basta "sair de casa".

Viver é perder o medo de dar errado.


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