11 de janeiro de 2015

Felicidade a longo prazo

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Decidi, há pouco tempo, com ajuda da filosofia, que quero viver de tal maneira a desejar a eternidade até de segundos de felicidade. Não quero que chegue logo o Carnaval, o São João, o Natal... não. Quero intensamente cada segundo e, de preferência, que passem bem devagar. Não quero que a vida passe, não quero que ela acabe. Por que desejar demais o futuro é isso, não acha?

Quando a gente cria muitas expectativas para o que está por vir, significa que não estamos aproveitando nossos dias como deveríamos. E é o momento de perguntar a si mesmo: o que eu estou fazendo de minha vida? 

Estamos em tempos de felicidade na planta: compramos expectativas, entramos num consórcio. Perdemos dias, semanas, meses ou anos esperando um momento. Fazemos projetos de espera: #vemverão, #vemcarnaval, #vemférias, #vemsãojoão, #vemnatal, #vemrevéillon... Entregamos nossas agendas e calendários aos outros.

Nietzsche dizia que, quando um momento é feliz, queremos a eternidade dele, desejamos que ele se eternize. E ele está certo. 

É uma pena terminar esse texto.

Carpe Diem!


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