Decidi, há pouco tempo, com ajuda da filosofia, que quero viver de tal maneira a desejar a eternidade até de segundos de felicidade. Não quero que chegue logo o Carnaval, o São João, o Natal... não. Quero intensamente cada segundo e, de preferência, que passem bem devagar. Não quero que a vida passe, não quero que ela acabe. Por que desejar demais o futuro é isso, não acha?
Quando a gente cria muitas expectativas para o que está por vir, significa que não estamos aproveitando nossos dias como deveríamos. E é o momento de perguntar a si mesmo: o que eu estou fazendo de minha vida?
Estamos em tempos de felicidade na planta: compramos expectativas, entramos num consórcio. Perdemos dias, semanas, meses ou anos esperando um momento. Fazemos projetos de espera: #vemverão, #vemcarnaval, #vemférias, #vemsãojoão, #vemnatal, #vemrevéillon... Entregamos nossas agendas e calendários aos outros.
Nietzsche dizia que, quando um momento é feliz, queremos a eternidade dele, desejamos que ele se eternize. E ele está certo.
É uma pena terminar esse texto.
Carpe Diem!
22:07


