Quase sempre, de alguma forma, a arte nos leva a alguns lugares. Somos transportados para outros mundos, outros tempos, outras histórias, outras vidas.
Disse o grande Ferreira Gullar: A arte existe porque a vida não basta.
Embora seja espetacular, a vida é um pouco limitada. A arte, além de nos fazer ir além dela, nos dá respostas, e (ir)realidades.
Conversava com meu amigo J.P. sobre música e ele mencionou num tom nostálgico os momentos em que algumas músicas foram trilha sonora de alguns momentos em sua vida. Momentos esses que, certamente, ela trouxe de volta ao ouvir os mineiros (Skank) novamente. Bastava o play para o replay.
(...)
Sempre que estou passando por alguns lugares, ouço uma música ou vejo um objeto, vêm à memória o vivido e o sonhado. O olhar pára e a mente viaja entre sonhos e saudades.
Se o ambiente por si só não é uma obra de arte, tem quem acabe transformando-o, é como se quem estivesse tivesse em mãos um pincel, um lápis, uma boca.
Seja um lugar, bem arquitetado (ou não), um objeto, ou uma música com poucos acordes... transcederá.
Porque não basta viver, tem que recordar pra viver de novo.
E de novo!
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