Um pitbull pulou o muro da casa onde era criado e, após ser visto por alguns indivíduos, foi amarrado, apedrejado e alvejado com dois tiros.
Notícias assim com certeza nos afetam, mais ainda quem tem um sentimento de carinho por animais. Vemos os animais como seres indefesos, que encontram-se a todo instante sob domínio do homem. O cachorro, muito provavelmente, morreu por ser um pitbull, por ter a "fama" de ser violento e traiçoeiro.
Quantos mais morrerão por serem o que são, sem serem de fato o que atribuíram como característica de sua personalidade?
Quantos mais criminosos serão vistos como protetores por estarem fazendo "justiça" com suas próprias mãos?
Quantos mais serão vítimas dessa matança deliberada?
Os animais não merecem ser tratados assim! Mas esta história não é a respeito de animais domésticos injustiçados, é a respeito da ignorância e do preconceito.
É a respeito de entender-se em que circunstância não é o que está em branco que é nada. O preto e pobre que é ninguém!
É a respeito de entender-se em que circunstância não é o que está em branco que é nada. O preto e pobre que é ninguém!
[1] O título desta crônica remete, propositalmente, ao poema "os ninguéns" de Eduardo Galeano.
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