Ontem, com alguns amigos, na mesa de um bar na Barra, ouvimos um grande estrondo que muito nos assustou, mas não era nenhuma explosão assustadora ou uma bomba destrutiva, eram os fogos artifício fechando o show de Caetano Veloso e Gilberto Gil em sua turnê comemorando, ambos, 50 anos de carreira.
A ideia de explosão, bombas e afins sempre me causou uma ideia de ambivalência...
Bombas podem destruir, acabar com tudo! Elas têm um alto poder destrutivo, devastam e derrubam as mais sólidas estruturas. Uma idea ou informação bombástica pode também desconstruir tudo, acabar com o nosso mundo e com tudo o que antes acreditávamos.
Mas sempre haverá, ao meu entender, dois lados, embora nem sempre um compense o outro. Acho, inclusive, que esses eventos são os mais importantes da nossa história. As bombas estão para a nossa vida como o crime está, segundo Émile Durkheim, para a socidade, ou seja, cumpre uma função importante que é a de manter aberto o canal de transformações.
Descobri, dentro de um curto espaço de tempo duas coisas interessantes: uma, bomba. Outra, pós-bomba.
A bomba (por enquanto) é que, de repente, num descuido, uma amiga vai ser mãe. A pós-bomba é que, uma flor típica da região do Parque Nacional da Chapada Diamantina, que não desabrochava há 17 anos voltou a florescer sobre tocos de árvores queimadas numa área devastada por um incêndio na Serra da Larguinha, entre os municípios de Palmeiras e Lençóis.
E ainda ontem, Caetano e Gil cantavam:
"Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão
Drão!
Drão!"
16:06



