22 de junho de 2016

Velhos Professores

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Essa semana li na Revista Galileu um artigo que comprovou, cientificamente, o que muitos já sabiam: Professores de Faculdade têm grande impacto na vida profissional. 

Após lido, pensado e digerido isso, quis falar do fator "daqui do alto eu te vejo!" nos Professores de Graduação e suas implicações na formação de seus alunos.

Na condição de aluno de Graduação sempre procurei referências na imagem dos meus Professores para a minha carreira profissional. Guardo na mente uns quatro em que ainda me espelho para um futuro próximo. Acredito que, assim como eu, todos os estudantes de Graduação façam o mesmo. 

Os três anos completos sentando a bunda nas cadeiras da Faculdade Ruy Barbosa me fizeram ter certeza de que precisei de todos os tipos de professores que tive. Do mangueado ao dedicado; do que dá liberdade ao "cri cri". 

Todos os professores são necessários porque ainda que alguns deles não ensinem, vamos aprender algo. Existe o professor que cumpre o programa, o que não cumpre, o que vai além; tem o que vai as aulas, o que não vai; o que libera cedo, o que não libera, o que passa o horário, o que achega atrasado. Enfim, tem de todos os tipos.

Aprendi, com uma professora, que o papel desse profissional importantíssimo é, além de ensinar, estimular. E, para estimular, tem que olhar no olho. O contato tem de ser direto. 

Repito: todos os professores que tive foram necessários. Cada um cumpriu uma função em minha vida, seja esta de aspecto positivo ou negativo. Agradeço a todos, mas agradeço, hoje mais ainda, pelo(a) Professor(a) que me ensinou, sem querer, como não ser um professor. Este(a) detinha do fator "daqui do alto eu te vejo!".

O Professor que tem o fator "daqui do alto eu te vejo!" não estabelece uma relação de troca com seu aluno, pois acha que sabe tudo e o suficiente. O Professor que se coloca nessa posição dentro da sala de aula não estimula, não motiva, muito pelo contrário! 

Olhar do alto, minorando as pequenas conquistas de seus alunos por elas serem hoje, já que passaram por essa fase, pequenas, é desmotivar estes. É um "eu cartesiano" anacrônico: pois este vê o aluno em razão de si próprio, mas não como este era na condição de aluno, mas na atual. 

Mario Sergio Cortela, em uma palestra incrível sobre qual seria a postura ideal do professor diz algo que eu não quero nem devo nunca esquecer: "gente grande de verdade sabe que é pequena e por isso cresce; gente muito pequena acha que já é grande e o único modo de ela crescer é se ela diminuir outra pessoa".

E diz mais, com base em Ralph Nader: "O verdadeiro líder não forma seguidores, forma outros líderes. Porque quando eu formo, como docente, apenas um servidor, nós ficamos onde já estávamos. Mas quando eu formo alguém que me ultrapassa eu consigo elevar aquilo que a gente precisa.".

Que os Professores de hoje e os de amanhã mantenham em si a essência destas frases do Filósofo. Pois, o verdadeiro professor é o que, ao adentrar a sala, se põe no mesmo nível de seus alunos, para que este possa ser parte da escada da autonomia, do conhecimento, das vitórias. E que estas sejam comemoradas com todos, pois conquistas podem até serem individuais, vitórias não.
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