Desde garoto gostei de cozinhar. Hoje cozinho por gostar também, mas mais por obrigação, já que sair de casa traz alguns ônus. A experiência na cozinha, por assim dizer, me fez conhecer alguns segredos ou toques especiais, como dizem.
Hoje foi dia de cozinhar um frango para acompanhar um prato que inventei. Fiz todo o procedimento já cediço do cozimento, mas, depois de cozido refleti sobre algumas coisas enquanto retirava a folha de louro entre os fios do frango.
Explico. Ponho folha de louro no tempero do frango para dar cheiro e gosto. Sempre retiro no final, porque não serve pra comer. A folha de louro tem uma função e também prazo de validade. Quando fica na comida após o seu tempo, ou vai ao lixo, ou é cuspida, ou engasga quem resolver levar isso além.
Até já tentei levar além, sabe? Pensei: caramba, se isso deu esse gosto bom, por que não ir adiante? Azedou! O prazo da folha de louro era certo.
Assim também é em algumas relações que estabelecemos afetivamente: tem sua função: encanta, colore, dá gosto, dá paz. Tem seu prazo, que a vida uma hora mostra.
Por mais que queiramos levar adiante, não dá!
Embora seja difícil deixar como está, devemos!
Poucas coisas na vida darão tão certo, terão tão bom gosto. E a condição necessária para isso é reconhecer o tempo.
Reconhecer o tempo das coisas é uma dádiva, saber e decretar esse tempo é, não só necessário para o gosto exato, mas para evitar o engasgue!
Parece meio cruel, meio descarte, mas não. É a dor e a delícia do destino que exige nossa malícia. Que pede uma lembrança boa de algo que o tempo nem as impulsividades afetará, que estará perfeito, por ser acabado.
E das coisas acabadas essa será a única que dores não trará. Só sorrisos de saudade quando o cheiro ou o gosto a vida lembrar.
Até já tentei levar além, sabe? Pensei: caramba, se isso deu esse gosto bom, por que não ir adiante? Azedou! O prazo da folha de louro era certo.
Assim também é em algumas relações que estabelecemos afetivamente: tem sua função: encanta, colore, dá gosto, dá paz. Tem seu prazo, que a vida uma hora mostra.
Por mais que queiramos levar adiante, não dá!
Embora seja difícil deixar como está, devemos!
Poucas coisas na vida darão tão certo, terão tão bom gosto. E a condição necessária para isso é reconhecer o tempo.
Reconhecer o tempo das coisas é uma dádiva, saber e decretar esse tempo é, não só necessário para o gosto exato, mas para evitar o engasgue!
Parece meio cruel, meio descarte, mas não. É a dor e a delícia do destino que exige nossa malícia. Que pede uma lembrança boa de algo que o tempo nem as impulsividades afetará, que estará perfeito, por ser acabado.
E das coisas acabadas essa será a única que dores não trará. Só sorrisos de saudade quando o cheiro ou o gosto a vida lembrar.
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