4 de setembro de 2016

Para nós, o espelho, o outro; para o tempo, a história

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Acredito, sem sombra de dúvidas, que todo mundo já foi adjetivado de algo que não acreditou e que também já foi sinalizado de algo e não deu muito crédito.
Já me adjetivaram de forma que não gostei e logo neguei. Posteriormente, com muita atenção, fui me analisando e percebendo que não estavam errados. Eu era mesmo aquilo!
Já repeti diversas vezes olhando nos olhos de uma amiga o quanto ela é forte e ela não acreditava. Ela persiste na vida até hoje e assim continuará. Ela é incrível!

Já disse e digo a uma moça sempre que ela é muito linda, ela me acha exagerado, mas ela é a moça mais linda do mundo.
Já sinalizei a um amigo determinado detalhe bem peculiar, mas ele não me dá crédito, e fica "se passando"...
Da mesma forma que é de difícil compreensão conceber as coisas que estão em nós, ou bem a nossa frente, é difícil perceber o que acontece agora. A contemporaneidade é de complexa percepção, porque ela está acontecendo, corremos sempre o risco de "pegar o bonde andando".
A vida não é justa, nunca foi! Nós agimos e a consequência disso sempre virá à tona, (in)felizmente.
Para nós, o espelho, o outro; 
para o tempo, a história.
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