Normalmente, quando se finda um relacionamento, ocorre sempre um período que poderíamos chamar de "porta encostada". É quando nenhum dos dois conta a ninguém que terminou, quando ninguém tira o status de relacionamento sério do Facebook, não apagam as fotos do Instagram e, quando não se tira o coração do lado do nome da pessoa no contato do celular (para os mais fofos). É quando há em mente uma possibilidade de volta. Que não se pode confundir com o respeito e consideração normais ao término.
A depender da intensidade do relacionamento ou do tempo, a porta pode ficar encostada por um tempo considerável.
Mas, será que voltar é sempre a melhor escolha?
Não envolvo aqui nesse texto gente que brinca de terminar. Não. Eu falo aqui sobre gente que leva relacionamento a sério mesmo.
Sempre discuto o assunto com amigos. Dou o exemplo de um carro que tive quando era garoto: Havia ganhado do meu irmão. Uma Ferrari vermelha com controle. Quebrou na primeira semana. Comprei super bonder e colei. Soltou novamente, e tentei colar, o material já estava ressecado, o carro que era bonito ficou esbranquiçado. Não era o mesmo, deixei ele estragado tentando consertá-lo.
É assim também com as relações. Às vezes, quando tentamos consertar algo acabamos estragando. E tudo aquilo que era bonito, toda aquela história, vai ficando marcada por essas tentativas. Porque infelizmente, mesmo tendo levantado, as dores da queda permanecem.
Relação deficiente estraga o amor. Fere. Agride. Sufoca. Quando a relação não está boa, a segunda chance não é dada ao amor.
É melhor deixar ir.
No mais, feche a porta quando sair.
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