Dizem que Paris é uma das cidades mais românticas do mundo. Não naturalmente, como muitas, mas construída (assim como o amor), com seu conjunto arquitetônico deslumbrante. Quem quer ir, ou já foi, provavelmente vai ter em sua lista alguns lugares como o Museu do Louvre, a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, o Jardim das Tulherias e o Champs-Élysées.
Eu, particularmente, se fosse até lá antes de 01/06/2015¹, não deixaria de visitar a Pont des Arts. Uma ponte onde os casais colocavam cadeados com seus nomes na grade para simbolizar o desejo de eternizar o amor. O exercício pleno da liberdade: a escolha de se prender.
É bonito quando o amor pesa sem nenhum pesar. Quando ele é leve e pesa. Quando em quilos e toneladas alimentam os famintos.
O amor pesou em Paris, mas sem pesar. Assim como o amor que vai, mas permanece.
Podemos não ter mais a Pont des Arts, mas sempre teremos... Paris.
Podemos não ter mais a Pont des Arts, mas sempre teremos... Paris.
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[1] Dia em que a prefeitura de Paris iniciou a retirada dos cadeados da ponte.
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