9 de julho de 2015

"E se amar, se amar até o fim"

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E acabo de ver no Jornal Correio que um casal que estava juntos há 75 anos morreram abraçados.
Eis o momento em que a vida e a arte se confundem. Coisas que a gente pensa que só acontecem em cinema e novela acontecem na vida real (que de tão lindas, às vezes, parece mentira).
Lembro que Marcelo Camelo compôs "conversa de botas batidas" inspirado em um casal que mantinha em segredo um amor de muitas rugas, um amor com esconderijo. Esse mesmo casal, numa tragédia no Rio de Janeiro, morreram abraçados, embora pudessem evacuar do prédio que estava prestes a desabar.
É tão humano isso, é tão nosso. O mundo tá desabando e a gente só quer um abraço, só quer um lugar onde cabe tudo o que nenhuma palavra explica.

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