14 de julho de 2015

Onde está a intimidade?

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No livro 'Mulheres', Charles Bukowski​ deixa uma frase que nos faz perceber que no tempo dos nossos pais (e também muito antes disso), nem todo mundo era santinho assim quanto eles diziam ser. O que hoje, para alguns, ainda pode ser considerado um tabu, de há muito já foi superado e esfregado na cara da sociedade com a sutileza de quem soube fazer de verdade - calado e escondido.

Eis o trecho: "Beijar é mais íntimo que trepar. Por isso eu odiava saber que as minhas mulheres andavam beijando outros homens. Preferia que só trepassem com eles."

Sexo talvez nunca tenha sido sinônimo de intimidade. Antes meramente voltado para a procriação, hoje meramente uma necessidade fisiológica, concordaria comigo o Maslow.

Não é intimidade, nunca foi. Perdoem-me os românticos, mas uma coisa é amor, e outra é o sexo. Juntos? uma beleza. Separados convivem de boa também.

Prova disso é aquele carinha que ela conheceu semana passada que nem beijou e queria levá-la pra casa, ou aquela mulher que nem se importou em marcar um café ou cinema para disfarçar, queria um "lugar mais confortável".

Já diziam nossos pais: não confundam intimidade com liberdade.

Liberdade é escolher com quem você se deita, intimidade beijar, olhar e sorrir pra quem já dormiu.

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