30 de dezembro de 2015

Antes dos fogos

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Chega o fim do ano e, como de costume, fazemos aquela retrospectiva. É um pouco confusa para mim, sinto que os anos estão passando cada vez mais rápido, me confundo se determinada lembrança é desse ou daquele outro ano. Enquanto isso o tempo passa, inclusive agora.

O tempo é compositor de destinos, como bem disse Caetano. Muitos passam, se vão, somem, se acabam e enquanto escuto "Ainda há Tempo" de Criolo, penso: é dia 30, ainda há tempo!

Ainda há tempo para amar, sem pensar nos traumas passados, pois o tempo é agora, e, se a vida é de emoções, ora, por que estamos falando de razão?

Ainda há tempo para o perdão. Tanto para pedir, quanto para conceder.

Ainda há tempo para tentar uma última vez, para tentar pela primeira vez.

Ainda há tempo para fazer diferente, se quisermos algo, alguma coisa ou uma situação diferente.

Ainda há tempo até para começar uma dieta, apesar de não ser segunda-feira, de o mês não estar no início e saber que amanhã tem comida boa pra caralho naquela confraternização típica.

Ainda há tempo para mudar, pois tudo muda num segundo, num instante, num sopro. É, num sopro, por que a vida, em seu início ou fim é isso, não é?

Façamos enquanto ainda há tempo, pois ano que vem pode ser tarde demais e, como escreveu Bukowski: "não há nada pior do que tarde demais".

Feliz 2015!
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