15 de dezembro de 2015

"Puro-Sangue puxando carroça"

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Sempre admirei muito quem diz o que pensa. Sobretudo nos últimos tempos, em que tenho me relacionado com várias pessoas que vivem enjauladas em padrões estabelecidos.
Não estou falando aqui sobre como agir em determinados locais que necessariamente exigem um determinado padrão de conduta, mas de como algumas pessoas levam isso (de seguir o padrão) para a vida.
Acho muito massa quem diz e faz o que pensa (dentro dos limites legais, beleza?). Essas pessoas que são, sabe? Gente que não se apega a parte desnecessária da moral, gente que vive essa vida, gente que vive a própria vida.
Hoje conversava com um colega e contando alguns casos percebi o entusiasmo dele ao ouvir as histórias. Era como uma criança olhando um comercial de um brinquedo novo, como um cachorro olhando pra comida que não é dele, como eu olhando para uma coxinha. Quando terminei ele me chamou de louco e quando perguntei se ele tinha vontade de fazer o mesmo ele ... bom, vocês já imaginam.
Acho isso um saco e, pra piorar, ainda tenho que ouvir muita gente pedindo para eu ter "um pouco de filtro". Não. Nada de filtro, aqui em casa eu só tenho mesmo pra coar o café. E olhe que ainda é de papel.
Isso é muito mais sério do que minha escrita informal e descompromissada com eventuais teorias aparenta mostrar.
Lido com muitas pessoas em meu cotidiano que esqueceram suas essências e estão por aí cheirando a Malbec ("nada contra, mas...") e usando havaianas.
Acredito que essa aversão à diversidade é decorrência disso também. Essa dificuldade em aceitar o outro da maneira que ele é e impondo a ele o seu paradigma.
Isso tudo se aclara muito mais com uma frase que uma colega me mostrou essa semana atribuída a Carl Jung: "nascemos originais e morremos cópias".
Aguardando o mundo se tocar e perceber que não é só nossa digital que nos diferencia dos demais
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