29 de julho de 2016

O amor é para os fortes

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Charles Bukoswski dizia para ter cuidado com os que estão sempre com livros. Eu digo que é para ter cuidado com os que amam alguém. Esses dispõem de uma força irreal. 

Só ama e se deixa amar quem é forte. O resto fica ensaiando, de treino, de joguinho, de amistoso. Amor é Copa do Mundo. É tomar 7 a 1 dentro de casa.

Porque essa coisa do amor, de amar, ser amado e tal é tipo uma roleta russa. Só que no tambor do 38 tem só um lugar vazio. O resto é bala! E a fase inicial é enquanto tudo aquilo está girando na sua testa e você não está nem aí, vive tudo intensamente, e naquele risco você está de riso aberto. Mas a probabilidade é foda. E do nada, o silêncio que precede o balaço. Presunto com "S", de sozinho. Se você só ouviu o estralo como de um bater de cadeado, abraça a sorte, é outro o texto.

Sempre disse: o amor tem tudo pra dar errado. Somos complexos demais quando ultrapassamos a superficialidade e, como se não bastasse o fato de nem nós nos conhecermos, tem o nós que nos tornamos ao conhecer alguém, e essa pessoa não conhece ainda nenhum dos nós de nós. E ainda tem os outros do outro, o inferno dos outros. 

Eu disse: é para os fortes (e corajosos!)!

E dizendo isso quase que repetidamente a um amigo, ele me contou a história de um personagem de um desenho (Cavaleiros do Zodíaco), em que este era o mais forte e seu único ponto fraco era o caminho do coração. 

Então, é mais ou menos por aí. Por isso, não julgo mais quem escapa da conversa real onde a música é muito alta. O batidão de lá é suave pro coração, só fode mesmo os ouvidos.

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