É abrir mão do seu melhor travesseiro, do lado preferido da cama, da gaveta e depois do guarda roupas.
É sobre criar linguagem própria, uma comunicação com gestos, olhares. É sobre ser entendido e fazer entender com o toque. É riso no gemido, sorriso na raiva.
É quando do fim e na cama vazia, o canto e o travesseiro é preservado; é quando o tempero é o mesmo ainda que a fome de um tenha acabado.
É separar o melhor pedaço de tudo e de si quando da ausência; manter os costumes, ainda que sozinho.
É quando as surpresas não são tão surpresas assim, quando o outro é amor e amigo; é acreditar em contos, histórias e mitos que tentam fazer acreditar em alma gêmea.
É sobre serem ridículos que trocam cartas a cada 15, 13 ou 25 de cada mês.
É quando o encaixe da boca e do corpo cria sincronia até no bater do peito.
É quando reserva-se pra um e os olhos, ouvidos e boca silenciam pro mundo.
É quando a lealdade vem antes do pedido e até depois do vivido.
É quando fazer sorrir diariamente é o desafio aceito.
É sobre aprender que namorar, que é verbo intransitivo, transita. É antes do pedido, no meio de tudo, até depois do fim. Namoro não é instituição de relacionamento, é um estado de amor.
Feliz dia dos que amam.
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