17 de agosto de 2017

Dos medos

Postado Por:
Li há alguns dias na página "Fatos Desconhecidos" no instagram que nós só temos dois medos inatos. É dizer: só nascemos com dois medos. São eles: o medo de cair e o de barulhos altos. Isso quer dizer, em contrapartida, que todos os outros medos adquirimos no passar dos anos.

Quando eu era criança, por exemplo, tinha medo de anões. Certa feita, ao ver uma moça anã no Supermercado, larguei minha mãe e fui correndo para casa. Tempos depois, após ter entendido o nanismo (no Globo Repórter), quando a vi, fiz questão de ficar o mais próximo possível.

Lembro também que tinha medo do escuro, o motivo certamente era o fato de meu irmão ou minha irmã mais nova (não lembro ao certo) terem me prendido no banheiro. Hoje, não durmo no claro e sou adepto à meia luz para quase tudo. Inclusive, reflito no escuro. É onde e quando mais penso no que escrevo eventualmente.

O que extraí de tudo isso é que: não só adquirimos certos medos com o passar dos anos, mas mantemos eles, deixando-os intocáveis, quando deveríamos encará-los de frente. E encarar os medos de frente, em verdade, é conhecer a nós mesmos da maneira mais precisa possível. Os medos são como um rascunho, como pedra bruta: somos nós, mas não da forma ou do jeito que queremos ser.

Isso não quer dizer que devemos perder todos os nossos medos. Não só é impossível como fatal. Um homem sem medo é privado de algum dos sentidos, quando não da própria vida. É no medo que a gente tem a gente de se descobrir de novo e melhor.
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial